terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pelo Cinema: Gigantes de Aço ****

hugh-jackman-em-cena-de-gigantes-de-aco-592011-1315237087260_615x300Num futuro próximo, as lutas de boxe já não são mais travadas entre seres humanos e sim através de robôs. Neste ambiente, Charlie (Hugh Jackman) é um ex-boxeador falido, que se vira com máquinas obsoletas e, quase sempre, perdedoras. Morando de favor com Bailey (Evangeline Lilly), filha de seu falecido treinador, ele acaba sendo chamado pela Justiça por causa da morte da ex-mulher e a futura guarda do filho deles. O problema é que Max (Dakota Goyo) tem 11 anos, Charlie nunca teve o menor contato com ele e, por isso, prefere que ele fique com a cunhada, mediante o pagamento de uma polpuda "recompensa". Mas o garoto é muito esperto e aos poucos vai conquistando o coração do lutador. Para completar, o menino é uma fera nos vídeos games e tem chances reais de ajuda-lo a treinar uma nova máquina de combate e mudar para sempre o destino deles.

Título original: Real Steel
Gênero: Aventura
País: EUA
Duração: 1 hr 47 min
Estreou em: 21 de Outubro de 2011
Assisti em: 02 de Novembro de 2011
Site oficial: http://www.steelgetsreal.com
Estúdio: DreamWorks SKG | Angry Films | ImageMovers
Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures (EUA)
Direção: Shawn Levy
Roteiro: Leslie Bohem, John Gatins, Dan Gilroy e Jeremy Leven, baseados no argumento de Richard Matheson
Produção: Shawn Levy, Robert Zemeckis, Susan Montford e Don Murphy
Música: Danny Elfman
Fotografia: Mauro Fiore
Direção de arte: Seth Reed, Jason Baldwin Stewart e Jeff Wisniewski
Figurino: Marlene Stewart
Edição:   Dean Zimmerman
Efeitos especiais: Digital Domain / Giant Studios / Legacy Effects
Elenco: Hugh Jackman (Charlie), Dakota Goyo (Max), Evangeline Lilly (Bailey Tallet), Hope Davis (Tia Debra), Kevin Durand (Ricky), Karl Yune (Tak Mashido), Anthony Mackie (Finn), James Redhorn (Marvin), Marco Ruggeri (Cliff), Olga Fonda (Farra Lemkova), John Gatis (Kingpin), Phil LaMarr (Comentarista), David Alan Basche (Comentarista), Jahnel Curfman (Fã), Antoinette Nikprelaj (Fã)

Trailer:

Opinião:

Hugh Jackman dá um tempo das garras de Wolverine para brincar de luta com robôs gigantes nesta produção de Spielberg com direção do mesmo diretor de "Uma noite no museu" e distribuição da Walt Disney. O filme se sai bem na proposta de divertir e entreter seu público e tem no ator mirim, Dakota Goyo, seu destaque.

Os gigantes e o pequeno!

A proposta por traz do roteiro é falar de um futuro onde a luta entre humanos é extinta e substituída por robôs, nessa premissa Hugh Jackman é um ex-lutador de box que passa a usar sua experiência para transmitir técnicas de luta aos robôs. Gostei bastante do filme e por isso ele levou minhas 4 estrelas mas é impossível negar os vacilos da produção que teve.

Um desses vacilos é colocar um molequinho de 11 anos para carregar sozinho um robô de algumas toneladas, isso logo após o garoto quase morrer caindo em um penhasco, local que por coincidência encontrava-se o tal robô. Tudo bem que é filme né, mas vamos manter ao menos um pouquinho o senso de realidade.

Outros vacilos em minha opinião é a dublagem e aquela mania de nos querer fazer acreditar que os personagens realmente falam português, quando Eve Lilly (Kate de Lost) diz na dublagem: “Espera, vou mudar o idioma para português!” (aham Cláudia, senta lá!). Por essas e por outras que odeio filme dublado, mas quando não se tem opção.

No elenco Jackman tem a cena roubada pelo guri, Dakota Goyo, que tanto na história contada pelo filme, como no próprio trabalho como ator se sobressai. Jackman é engraçado (poucas vezes), mas até que leva bem o filme. Completando o trio principal tem a eterna Kate de Lost, com Evangeline Lilly melhor aqui que em seus trabalhos anteriores mas ainda precisando de aulas. E eu a todo momento falava: ‘vem cá, mas ela num ia se aposentar!’.

No roteiro o filme é fraquinho e previsível, claro, o que se esperar?! Mas ainda assim me conquistou e me agradou mais que a sessão anterior a ele com “Os 3 mosqueteiros”. Os efeitos especiais estão muito bons e na medida certa sem os exageros que poderiam lembrar os ‘Transformers’ de Bay. As cenas mais divertidas e emocionantes são mesmo da relação entre pai, filho e robô, com destaque pra dancinha (risos) do pequeno com o gigante.

Por ser boa pedida para o que propõem. “Gigantes de aço” leva minhas 4 estrelas. Vale a pena gastar um tempinho se você gosta de filmes do tipo!

Imagens:

95 - 0211 - Gigantes de Aço1

Fontes: AdoroCinema e Cinepop 

Real Steel

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